Empréstimo pessoal registra juros recorde e diferença entre bancos supera 50%
Juros do empréstimo pessoal atingem patamar histórico
Em 2025, a taxa média anualizada do empréstimo pessoal chegou a 8,13 pontos percentuais, o maior índice desde o início da série histórica do Procon-SP, em 1997. No acumulado de 12 meses, esse custo subiu 4% em relação ao ano anterior.
Considerando um contrato de 12 parcelas, em dezembro de 2025 a média mensal alcançou 8,35 pontos percentuais, alta de 4,11% em comparação a janeiro, quando estava em 8,02 pontos percentuais.
Disparidade de taxas entre bancos
O relatório revela variações superiores a 50% entre instituições. Enquanto o Banco do Brasil pratica 6,58 p.p. ao mês, o Santander chega a 9,99 p.p., distância de 51,8% entre as duas instituições.
Cheque especial no teto permitido
No cheque especial, a taxa média mensal de 2025 foi de 7,97 pontos percentuais, praticamente estável em relação a 2024 (7,96 p.p.). Todas as instituições aplicaram o limite máximo de 8 p.p. ao mês estabelecido pelo Banco Central para pessoas físicas.
Contexto econômico e política monetária
Em 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic de 12,25% para 15% ao ano, influenciado por inflação acima da meta, desvalorização cambial, mercado de trabalho aquecido, riscos externos e necessidade de ajustes fiscais.
Além da Selic, outros componentes do spread bancário – como custos operacionais, carga tributária, inadimplência e margem de lucro – mantêm as taxas de crédito em níveis elevados.
Orientações para o consumidor
Diante de juros elevados, é fundamental planejar o orçamento com cautela, recorrer ao empréstimo apenas em situações realmente necessárias, comparar as condições oferecidas por diferentes bancos e evitar o endividamento excessivo.